Thursday, September 07, 2006

Mas que surpresa...


Vem hoje na edição do Record que aparentemente o Sporting foi prejudicado nas arbitragens na época passada, mas que grande novidade! Eu até achava piada e também me ria, mas afinal o Dias da Cunha não é tão parvo quanto isso, pode ser esquecido e ter muitos defeitos, mas parvo não é. Bem, fomos prejudicados nas arbitragens, depois venham-me dizer para me calar que eu é que sou partidário. O problema é que não há provas, a menos que torturem o Sr. Paraty.

O que é engraçado é que vai ser este mesmo senhor que vai arbitrar o Sporting na deslocação á Choupana, eu agora pergunto-me o porquê de ter logo calhado este árbitro quando o Sporting se gera mais um caso arquivado.

Wednesday, September 06, 2006

Só para encher balões Sr. Serrão

Será que o Manuel Serrão continua a escrever pior a cada semana que passa nas opiniões do JN? Metam-me mas é a mim a escrever lá que faço melhor trabalho e ainda para mais não cobro nada. Aii, esta mentalidade tão típica do velho portuguesismo em que o que é nacional é mau já chateia. Só mesmo este e o Sr. Pinto da costa é que ainda se dedicam a falar mal da nação sem motivo aparente.

E um viva para o Sr. Serrão pois fez-me escrever o post mais pequeno do blog.

Monday, September 04, 2006

Cummings, Ramones e eu

Hoje é dia 4 de setembro, um dia como outro qualquer. A contagem decrescente para o início das aulas cada vez apresenta menos números e não há-de faltar muito para que já andemos de mochilas ás costas de novo. Tenho saudades do ano passado, foi muito provavelmente o melhor ano que vivi, este para meu mal continua igual a tantos outros que foram perdidos no meio de tantos dias. Hoje como é 4 de setembro não escrevo sobre nada, divago até me fartar de martelar sobre o teclado, os dias passam e os melhores momentos que passo são aqueles de olhos fechados sobre a almofada. Já não vale a pena escrever para agradar, já não dá gozo viver para agradar, vivo melhor quando estou sozinho, tempo de pensar. Faz-me lembrar uma música do rapper brasileiro Gabriel, o pensador chamada "Sorria", acreditem que se vive melhor quando se sorri e não se dá tanta importância a banalidades.

Ouvi pela primeira vez Iron Maiden na minha pré-adolescência, deveria de ter uns 11 anos. Nunca percebi muito bem porquê mas apaixonei-me por aquela banda que não sabia nada. Hoje quase que vivo ao som de Maiden e sinto-me feliz por isso. Na generalidade sinto-me feliz por ter crescido a ouvir boa música, nunca tendo ouvido muito as músicas da geração MTV. Hoje olho para trás e gosto de me lembrar que quando tinha 8 anos li um livro num dia, era só daqueles das aventuras, mas a partir desse vierem todos os outros e ainda muitos hão-de vir.

Mas há dias em que não se pode sorrir, há dias em que não conseguimos fazer piadas a torto e a direito, eramos todos bem mais felizes se assim fosse. "Poison Heart" é uma música de uma banda não muito conhecida, os Ramones, gosto muito dessa música abre os olhos quando é preciso. Abrem os olhos mas só a quem quer, outros preferem continuar com os ditos cerrados. Gosto de viver no meu mundo mas há que saber identificar o mal onde ele existe, para o combater é preciso levantarmo-nos, falar e eventualmente ferir alguém. Se não tivessem sido assim feitas as revoluções já não tinha escrito isto.

"O mais desperdiçado dos dias são aqueles em que não se dá uma gargalhada" - E. E. Cummings

Como eu te entendo caro E. E., seja lá o que significar E. E.

Friday, September 01, 2006

Duros como uma pedra

Há que saber diferenciar o ridiculo da vergonha e muita gente não o sabe. Eu não acho que as pessoas devam ter vergonha dos seus actos, não podem fazer nada quanto aos seus actos. Sei bem que por vezes passamos por situações complicadas em que só nos apetece esconder num buraco para que ninguém nos veja, isto é compreensivel porque no fundo todos nós já vivemos estas situações. Agora entre vergonha e caír no ridiculo são realidades bem distintas, o problema é que quando estamos na segunda acção nunca damos conta do erro e continuamos a ir mais fundo e sempre mais até que algo nos faz acordar para a realidade.

Todos nós já passamos, infelizmente, por ambas as situações. Mas sejamos sinceiros, uma coisa é sermos gozados, ou não, da nossa situação outra é deixar que toda a nossa estupidez afecte os outros e lhes seja prejudicial. Isto hoje em dia é um caso tão comum como os casos arquivados pela PJ. Temos o caso do presidente do Gil Vicente que sofre de uma grave doença de foro psicológico chamada: egoismo, também pode ser chamada de estupidez se preferirem. Este senhor não quer saber se o seu próprio país é prejudicado, deixou de ser uma questão clubistica. A impressão que tenho é que este senhor já nem do próprio Gil quer saber, deve querer saber sim é em ganhar o caso, custe o que custar o ego do senhor tem que ser elevado até ás nuvens.

Este é só um caso com mais exposição mediática, em que um simples humano julgando-se seja lá o que for, quer ganhar e no fundo só ganha é uma imagem de um individuo que não merece respeito e que mais tarde ou mais cedo irá fazer os seus discursos para a parede. À nossa volta não são poucas as pessoas que caím no mesmissimo buraco da estupidez, e como normal nem se apercebem. Se estes individuos não chateassem ninguém tudo bem por mim, mas o que mais me preocupa é que têm sempre a tendência a irritar e meter o seu longo nariz na vida dos outros e dár-lhes cabo da existência. Esta gente é estupida, mesquinha, mimada, sem defeitos, ridicula, uns cromos de primeira e há alta probabilidade de serem pseudos- qualquer coisa. Vivem á nossa volta e nós todos os dias temos que encolher os ombros para não nos arriscarmos a uma semanita em Custódias porque alegadamente: enfiamos um punho na face de outro ser não muito digno da existência.

O pior é que estes Judas Escariótes vivem no seu mundo imaculado, na sua bolhina actimel e que têm de ter tudo se não gera-se já uma ocasião própria para as lágrimas e gritos de desespero. E nós mais uma vez levamos com estas criaturas mergulhadas no ridiculo em que vivem e encolhemos os ombros, porque nunca se deve contrariar o senhor da bolhinha actimel. Sois uns otários, vivem sem sonhos, vivem sem amizades porque não precisam delas, vivem na vida da pieguice, vivem numa vida em que a bolhinha actimel parece ser de betão e impenatrável, quando na verdade basta um toquezinho frágil no seu ego para se ver a verdeira identidade dos museus ambulantes.

Não fiquem a pensar que estou a falar mal da sociedade humana, nem de humanos, Deus me livre de tal coisa. Quando viver na minha bolha dos lacticinios já serei digno de dizer tudo e mais alguma coisa, entretanto escrevo, como tantos milhões de jovens fazem, esperem isso não será ver pornografia? Pois, entretanto eu irei viver privado de qualquer coisa plausivel para entrar na massa cinzenta, irei viver com horas da minha vida carregadas de estupidez, mesquinhice, pornografia, violência, medo e cada vez irei caír mais no ridiculo sem me aperceber juntamente com o meu mundo isolado. Deve de ser por causa deste modo de viver que as guerras, a leitura e a cultura são cada vez mais usuais, raras e esquecidas, respectivamente.

"O sonho é a única coisa que ninguém nos pode tirar, enquanto vivermos num sonho não haverá medo, não haverá mal, nem muito menos haverá tristeza. Tudo isto porque um sonho é o que uma pessoa quiser e não aquilo que lhe é imposto pela sociadade cada vez menos sonhadora." Eu não costumo ser homem de grandes citações, mas as bolhinhas de actimel inspiram-me.

Tuesday, August 29, 2006

Um visionário ou um génio dentro de Salinas?

Eu sei que este texto vai ser muito grande, mas leiam porque depois de lerem este texto tem outra visão do mundo.

São raros os escritores que me conseguem deixar maravilhado com o estilo de escrita deles. Felizmente John Steinbeck é um deles. Ainda não acabei a leitura do seu terceiro livro em minhas posses - A Leste do Paraiso -, mas o único adjectivo que lhe é permitido chamar é mesmo Génio. Tenho a impressão que nunca um adjectivo descreveu tão bem uma pessoa, Steinbeck transcede-se nos livros, são obras primas bem ao estilo das histórias do oeste americano.

O último livro que li dele -" A um Deus Desconhecido"- por si só é um clássico da literatura mundial, obrigatório. A forma original com que John acaba a narrativa deixa-nos sempre com aquele sorriso na cara em jeito de " Este gajo trocou-me bem as voltas, é formidável". O livro que de momento leio, " A Leste do Paraiso", antes mesmo de o ter começado a ler tornou-se um dos meus livros preferidos. Encontrei o segundo volume na cave, guardeio no quarto e quando o ia começar a ler apercebi-me que era o segundo volume. Quando finalmente comprei o primeiro volume, este numa questão de dias descola-se da capa como ganhando vida e deixou de ser perfeito, mas continua a ser um livro divinal ao seu modo. Eu sei que este vai ser um texto mesmo ao meu estilo, grande e aborrecido, a maioria nem o vai ler todo, mas Steinbeck merece isto e muito mais.

Para reforçar o estatuto de génio que eu lhe dei deixo aqui um capitulo do livro, é simplesmente espantoso a formar como este homem em principios do século XX já tinha uma visão tão futurista. Eu pergunto-me algum de nós irá atinjir o génio creativo e soberbo de Steinbeck? Espero bem que sim e de preferência que eu seja um deles.

" O homem pode ter vivido uma vida cinzenta, rodeado de terras escuras e de árvores negras, os acontecimentos mais importantes podem ter passado alinhados, anónimos e despromovidos de cor, mas nada disso conta. Porque, no instante da graça, o canto súbito de um grilo encanto o ouvido, o aroma da terra enche as narinas e a luz coada por uma árvore regenera a vista. Então, o homem transforma-se numa nascente inesgotável. Talvez que o lugar que ele ocupa no mundo possa ser medido pela qualidade e pelo número das suas iluminações. É uma função individual, mas que nos ine à colectividade. É mãe de toda a criação e define o homem em relaão aos outros homens.

Não sei o que nos reservam os anos que estão para vir. Preparam-se monstruosas transformações, forças extraórdinárias desenham um futuro cujo rosto desconhecemos. Algumas delas parecem-nos perigosas porque tendem a eliminar o que consideramos bom. É bem verdade que dois homens juntos levantam mais facilmente um peso do que um homem só. Uma equipa consegue fabricar automóveis mais rapidamente e melhor do que um homem só. E, o pão que sai duma fábrica é menos caro e de qualidade mais uniforme do que o do padeiro. Quando a nossa alimentação, a nossa vestimenta e os nossos tectos forem apenas fruto exclusivo da produção estandardizada, chegará a vez do pensamento. Toda a ideia de não obedecer a uma bilota deverá de ser eliminada. A produção colectiva ou em massa entrou na nossa vida económica, política e até religiosa, de tal modo que certas nações já substituirama ideia de Deus pela de colectividade....

A nossa espécie é a única criadora e dispõe de uma só faculdade criadora: o espirito individual do homem. Dois homens nunca criaram nada. Não existe colaboração eficaz em música, em poesia, nas matemáticas, na filosofia. Só depois de se ter dado o milagre da criação é que o grupo o pode explorar. O grupo nunca inventa nada. O bem mais precioso é o cérebro isolado do homem."

Aqui está a resposta á grandes duvidas existentes no mundo, simplesmente genail ainda para mais tendo sido escrito em meados do século passado. Um génio, que previu os problemas que hoje em dia existem, um filosofo que tem aquilo que nenhum professor vos irá dar. É arrepiante a forma como previu todos os acontecimentos actuais, ainda para mais finalmente um local onde o meu pensamento tanta vez individual e fora do comum se encontra. Eu que me consigo exprimir melhor com letras do que a falar não consigo encontrar aquilo que sinto, a perplexidade, o espanto, o assombro que uma obra como esta me provoca.

Dreams come true



Eu bem sei que não sou o único, mas se me dissessem uma ano atrás ou até há seis meses atrás que dia 5 de Dezembro ia estar no Pavilão Atlântico a assistir a um show da WWE não iria acreditar. Mas a verdade é que vou mesmo lá estar, bilhetes comprados no primeiro dia de venda, dois bilhetes. Acreditem que hoje em dia já ninguém se envergonha de dizer que é fã de wrestling em Portugal, porque finalmente vamos ter o ex-libris que qualquer fã pode ter. Depois digam-me que os sonhos não se tornam realidade.

Este ano o Natal chegou 20 dias mais cedo!

Sunday, August 27, 2006

O templo nublado

Os Iron Maiden lançaram no passado dia 24 o seu 25 albúm, não foi com surpresa que em Espanha e na Suécia ascenderam directamente ao primeiro lugar no top de vendas. Por cá a realidade foi um pouco diferente, o lançamento do albúm "A Matter of Life and Death" passou completamente despercebida dos milhões de portugueses, bem como o albúm de Bob Dylan. Em Portugal quem lidera as tabelas de vendas são autores tão conceituados como Floribella, DZrt, Mickael Carreira, FF e outros pseudo-cantores. Não se consegue encontrar um albúm decente pelo menos nos 20+ vendidos da semana. Mas este tema de música está mais que discutido e por experiência própria sei que não vale a pena explicar ás pessoas a verdadeira essência da música, pois apesar de tudo irão continuar a comprar os cd´s da moda.

Admito que é com pena que assisto a este degradante "show" que se desenrola no nosso país. Para além das televisões estarem pejadas de lixo (ex: Floribella, Morangos com Açucar e todas essas sérias surrealistas, mas que todos se acreditam que podem ser reais ), agora também este lixo chegou á música portuguesa. Há uns anos atrás fomos presenteados com Romanas, Ruthes Marlene, Milenium e todos esses infelizes que hoje em dia ninguém dá um chavo por eles. Agora dão-nos uma nova vaga de "músicos" nacionais, a época de negros musculados graças ao milagre esteroidiano, sem conseguirem pronunciar o seu nome em condições já passou, a época de rappers da margem sul que consomem crack já o vento levou. Agora temos a Floribella que não é mais do que uma história para crianças de 3 anos, mas que mesmo assim todo o país insiste em assistir, temos um grupo de retardados mentais chamados Dzrt, temos o filho de outro pseudo-cantor Mick Carreira e temos um idiota com um dos nomes mais ridiculos da história pós-néolitico, FF.

Isto demonstra o estado em que um país está, demonstra a lavagem cerebral feita a tão bons mocitos. Eu queixava-me que ninguém dava importância á música portuguesa, agora o tiro saíu-me pela culatra, isto para quem considera aquelas aberrações da natureza cantores. A música portuguesa tem bons interpretes, Fonzie, Blunder e Blind Zero são bons exemplos disso, mas mais uma vez ninguém os conhece. Sendo Moonspell o exemplo mais flagrante do estado degradante em que este canteiro se encontra, uma banda que na Alemanha entra nos tops e em Portugal passa completamente despercebida. Eu agora pergunto-me que raio é que vai ser deste país, irão ser os putos amantes de Flor e de FF o futuro do nosso país?! Ao que tudo indica sim, a menos que haja um segundo holocausto.

Eu digo e orgulho-me disto, eu não ouço música presente, porque as bandas recentes são um autentico pedaço de estrume fermentado á beira da música que os nossos pais tiveram. Fico perplexo quando alguém me diz que não conhece o trabalho dos Deep Purple, que nunca ouvio Bruce Springsteen ou ainda melhor que Iron Maiden é só barulho. Que tanta ignorância paira sobre este estado da UE. Quererei eu continuar a viver num país de gente acolhedora e simpatica mas no entanto mesquinha e inculta?! Não, não quero. O que as pessoas ouvem e vêem na TV representa o que o país é, por esta analise não se torna assim tão dificil de perceber o porquê dos mandriões que preferem o ordenado minimo a um trabalho altruísta, dá para perceber o porquê de sermos os pobrezinhos da UE, da para perceber o porquê de por daqui a andar.

Se um país em que a ignorância é tão grande e nos dizemos tão grande, não sei o que será se não vergonhoso. Não me interpretem mal, eu adoro Portugal, sou mais patriota do que a maioria que neste momento me chama energumeno, mas a verdade é que não dá para viver num charco seco enquanto existem tantos oásis mesmo ao nosso lado.