Monday, November 06, 2006
Publicar postagem ou salvar como rascunho?
Todos os anos é o mesmo sermão e para o ano é que vai deixar de haver incêncios, porque finalmente as florestas vão ser limpas. Este ano é que vai ser: as contrucções irão ser edificadas em locais previamente correctos para o efeito. Este ano é que se vai começar a construir o aeroporto da OTA e o TGV. Não, afinal para o ano é que florestas vão ser limpas, para o ano é que vai deixar de haver inundações e começar-se-á a construir visando as grandes intempéries em Portugal, afinal só para o ano é que a OTA e TGV vão ser construídos.
Mais florestas vão arder, vão existir inundações por causa de aguaceiros, vamos continuar a andar em comboios, vamos continuar a ter aeroportos sobre-lotados. Claro, o défice! Se não for gasto tanto dinheiro em papelada, nem em borucracias talvez este país fosse assim um bocadinho de nada mais feliz.
Já agora o EURO 2004 não vos serviu de exemplo em como as grandes obras, normalmente geram ainda mais receitas?! Só mesmo nós para aindar darmos ouvidos a sr. doutores, a politicos de bancada, a contestações infundamentadas, a descontentes com tudo e com todos. A todos estes pseudo-qualquer-coisa só uma pequena achega: Querem desenvolver o país, mas também querem prender o país ao passado cortando obras como grandes hospitais, aeroportos modernos ou meios de transporte altamente rápidos. Parecendo que não dificulta.
Só de pensar que em 2011 o dinheiro da segurança social acaba só penso numa palavra: MEDO!
Sunday, November 05, 2006
Os Ases Perdidos V.3
Mas uma pergunta que já deve de ter sido levantada: " Mas então se não foste tu que fizeste, como o tens?". Bem as minhas tentativas de melhoramento de templates sempre deram para o torto, o que acabou por ficarem ainda piores do que o que já estavam. Desta vez foi o Nuno que me fez o grande favor de me arranjar um template em condições e de alegrar parte do meu espirito. Foi um grande trabalho que fez, supra-guru em códigos, fez com que os Ases Perdidos possam ser explorados na sua total extensão, pois o antigo template era uma verruga muito muito feia numa cara não muito horrivel.
Sinceramente esperei por este dia para voltar a escrever, actualizado como já se encontra só faltam uns pequenos retoques para ficar a 100%. A minha falta vontade de actualizar o blog era notória, pois a minha cara quando se deparava com um template tão defeciente o animo de escrever era mesmo muito pouco.
Em breve mais actualizações, já agora não deixem de visitar o Terceiro Olho, blog do arquitecto de toda esta estrutura brilhante que é a nova cara dos Ases Perdidos.
Tuesday, October 31, 2006
A normal anormalidade
Enquanto cerca de 1200 pessoas morrem todos os dias na Republica Democrática do Congo pode parecer e de facto é verdade que nós ocidentais temos uma vida previligiada comparativamente a estes individuos que vivem, re-escrevo: sobrevivem, em condições claramente sub-humanas. Não que a minha intenção seja alertar para tais problemas internacionais, pois estou certo que tais problemáticas como a guerra travada entre os sudaneses e os guerrilheiros de Darfur são vividas na terceira pessoa, por cada um de nós. Podemos sentirmo-nos previligiados, porque de facto muito egoistas teriamos que ser para não nos vermos numa situação quase paradisiaca comparativamente.
Mas, claro que para além dos problemas globais vividos á distância, - mas mesmo assim bem mais próximos do que imaginamos -, temos os nossos pequenos problemas citadinos. Podemos não estar contentes com o governo se de facto não existem razões para tal, podemos não aceitar certas regras escolares se pelo nosso ponto de vista forem altamente irrisórias para o cidadão comum. O que me preocupa hoje em dia, fora a globalidade crescente de forma assustadora, é a passividade com que se aceitam tantas medidas. Vivemos numa sociedade pouco democrática, pois os deveres que nos são auferidos são muitos e aqueles direitos que nos pertencem por direito são bastante poucos.
A sociedade, pelo menos a ocidental e alguns países orientais sob forte americanização, sofre deste sindrome de que nada se pode fazer para mudar. Não seremos nós apenas uns vegetais que habitam este planeta com o mesmo direito e deveres que uma planta?! De facto poucas diferenças existem, qual o resultado de uma manifestação contra certa medida governamental? Obviamente que será a repressão de forma mais ou menos violenta. A verdade é que este medo imposto pelas sociedades ditas "democráticas", já provem dos anais da oligarquia. No estado ateniense, sendo a primeira democracia conhecida o principal método para combater os opositores da democracia terratenense era o ostracismo. Hoje em dia, novas medidas foram adoptada, mas em muito pouco diferem da origem que se centra no controlo a partir do medo.
Eu pergunto-me porque terá medo o funcionário de se opor ás ideias do patronato? Porque terá receio o aluno que não concorda com medidas impostas dos professores?! - Quanto a estes senhores doutores ainda hei-de escrever um bom texto para re-pensarem todo aquele rei na barriga que ostentam. - Porque será necessário ter medo da vida em sociedade e não nos afirmarmos como cidadãos individuais sem medo?!
Wednesday, October 25, 2006
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Fiquem com uma das melhores músicas do Rise Against: Swing Life Away
Sunday, October 22, 2006
Breve passagem num dia chuvoso

Depois de " A Leste do Paraíso" de John Steinbeck já lido, volto-me de novo para os livros da editora "Livros do Brasil. Que por acaso é das melhores editoras em território português. Como ia a dizer depois de "A Leste do Paraíso", comprei ontem no estaminé do Maiashopping da Bertrand um livro de Aldous Huxley.
Um futurista, "Regresso ao Admirável Mundo Novo" não é um tipico livro de ficção, é mais um documentário sobre as filosofias do mesmo. Quando acabar de ler este seguem-se os outros dois de A.H.. Até á data um livro que proporciona uma agradável leitura.
Agora vou-me equipar com o meu cachecol e camisola do Sporting, para o derby. Espero bem que ganhem...
Thursday, October 19, 2006
Um dia de cada vez
Cada dia é uma aventura, acordamos e não sabemos o que nos espera. Por vezes encontramos surpresas agradaveis, em outras ocasiões não acontece nada de significativo, nas piores das ocasiões surgem surpresas desagradáveis. Mas que paciência tem que ter o ser humano se não levantar-se cada dia, ir para o trabalho, chegar a casa e voltar a dormir. Não temos tempos para os outros e por vezes nem para nós próprios temos tempo. Os sonhos são construídos em areia e normalmente o castelo que tentavamos construir ruí a nossos pés, sem que muito possamos fazer. A menos que estejamos dispostos a ter a certa paciência para o re-construír de novo.
As opurtunidades hoje em dia não são muitas, quase que á nascença ficamos egoístas e normalmente acontece não existir perdão para os erros. Diga-se também que poucos são aqueles com a coragem devidamente doseada para fazerem um pedido de desculpas. As recordações pouco ou de nada servem e as dividas por pagar ficam. Esquece-se tudo e a iminência de viver o presente é tão grande que até nos esquecemos de pensar, a vida decorre a ritmos frenéticos que cada um de nós tem que ocupar o seu lugar na cadeia alimentar da sociedade. Quem não lutar por ele arrisca-se a ser predado e ter que correr para sobriviver numa sociedade repleta de carnivoros e predadores que procuram as fraquezas dos outros.
Cada um de nós tem uma janela, ou deveria de ter, para se lançar o nosso avião de papel, previamente construído. Enquanto o atiramos temos e acreditamos que pouco ou nada é impossivel, com o passar dos segundos o avião pode começar a ter um percurso descendente e começar a rodopiar frenéticamente até se estatelar no chão para servir de local de cuspo para outros. Alguns aviões conseguem ter uma viagem considerável se forem lançados á altura certa, o vento também ajuda e por vezes o avião de papel volta a ter a sua merecida ascenção, depois de tanto tempo utilizado na sua própria dobragem e quem sabe colagem.
Talvez quando se morrer alguns que até á data não foram apreciados o passem a ser, pode ser que um dia nos recordemos daquilo que queriamos fazer. Acabamos de o fazer, porque sempre pensamos que tinhamos toda a nossa vida á frente. Quando se adia as datas chega-se a um ponto em que já não se consegue avançar, recua-se cada vez mais e deixa-se de poder avançar e tomar alguma decisão. Claro, que pelo menos a minha vida não é assim, feliz por isso, os avanços são dados, os periodos de estagnação são muitos e os recuos são poucos por que assim os obrigo a não recuarem.
Quando esse dia chegar talvez seja tarde de mais, podemos estar velhos de mais, lúcidez reduzida ou simplesmente o castelo desmoronou-se e não se tornou conveniente voltar a construír o castelo de novo. Ouvimos vozes que se levantam diáriamente contra nós, porque não damos tudo o que está ao nosso alcance para o atingir?! Talvez um dia nos apercebemos disso e afinal não somos os mais sábios, os mais correctos ou os menos errados. Talvez um dia poderemos admitir um erro, ou quem sabe pedir desculpa por alguma coisa. Talvez certo dia muito subitamente agarremos a mão que nos apoia a atiremos o nosso avião de papel sem medo. Talvez um dia compreendamos que fazemos muita coisa mal e nos arrependemos de tudo, quem sabe um dia acorde a sorrir e os dias passem com um "olá, tudo bem?" e seguidamente o castelo de areia se transforme em algum industrivel. Quem sabe, mas talvez nesse dia em que os erros se tornaram realidade seja demasiado tarde para salvar o que poderia ter sido feito.
( Sabe bem voltar aos textos )
- Música de todos os dias: Rumors Of My Demise Have Been Greatly Exaggerated , melhor música para passar os dias é simplesmente impossivel.
- Imagem do dia:

Rumores que por ai ouvi
- Fodasse, devo de ter desaprendido a escrever. Cada vez que leio os meus textos das férias fico abismado se fui mesmo eu que escrevi aquilo.
Sim, nessa época não haviam grandes preocupações, menos é claro aqueles de me deitar antes das cinco da manha e acordar antes do meio dia. Tirando esse pequeno senão as minhas preocupações eram razoavelmente nulas.
Muitos de vocês devessem perguntar que raio de merdas estou eu para aqui a escrever. Têm toda a razão e peço desculpa por isso, eu normalmente estou inspirado quando penso, durante o tempo de aulas não há tempo para pensar em nada de importante na vida. Só se pensar em escola, em testes, em empregos futuros, em gajas, em frio, em gajas, em testes, em gajas. Com esta metodologia de pensamento é obvio que as minhas capacidade de escrever se reduzem um bocado. Como escrevi em cima os meus textos são bem melhores quando estive de férias, agora é apenas um tipo a divagar á volta do seu egocentrismo que ninguém quer ler.
Este periodo de aulas é aquele periodo em que acontecem muitas coisas, mas pensas que nada é suficientemente bom para escrever no blog. Eu admito, os meus textos aqui no blog são um tanto distintos dos meus textos que não publico, têm que ser. Talvez algum dia aqueles textos, escritos em páginas de um caderno vejam a luz do dia, mas por agora não. Estes textos no blog não considero os supra-sumos dos meus textos, porque textos bons são aqueles em que se escreve sobre o que se tem receio de escrever. Por estes lados já escrevi assim um ou dois textos, mas deixei-me de tal coisas.
Há gajos que dizem que se só se escrever sobre nós o blog afunda, alta probabilidade de isso acontecer. Mas, eu também li as crónicas do Lobo Antunes e o fulano não fala em mais porra nenhuma se não a vida dele. Ok, até Lobo Antunes ainda tenho que caminhar muito, mas a ideia passou. Se eu não vou falar no blog sobre a minha vida que é o que melhor conheço, irei falar sobre o quê? Ao menos não corro o risco de dar calinadas, pois a minha vida conheço-a eu bem.