Hoje em dia existem poucas bandas da minha geração que eu aprecio-o, uma delas são os DragonForce. Banda de speed metal britânica, alucinam qualquer apreciador de guitarras com a velocidade e precisão com que tocam. Simplesmente surpreendente, esta banda vai ter futuro e não irá tardar muito para que os fãs de metal se apercebam do potêncial desta banda. Aconselhado, só um reparo, observem os solos de guitarras protagonizados pelo Herman Li e pelo outro guitarrista. Vale a pena!
Tuesday, January 16, 2007
Friday, January 12, 2007
Debaixo do pó do teclado
Hoje se me é permitido, irei escrever um texto para mim, porque isto de ter cuidado para com quem lê requere um certo trabalho e hoje só para quebrar essa rotina e também pela óbvia falta de ideias irá ser assim que vos vou presentear.
Eu ando nesta vida a fazer não sei muito bem o quê, quero as coisas, passado pouco tempo já estou farto delas e talvez a única coisa que me consegue prender com interesse, são os livros e meia dúzia de pessoas. Sim, eu não desprezo todas as pessoas que conheço, até sou um individuo simpático quando quero. Existem acontecimentos engraçados na nossa vida, uns que até são acasos dos destino, outros fazemos o que pensavamos estar correcta e o resultado final é algo completamente diferente. Quando acontece algo que eu não estava á espera, ou se calhar, até sabia que ia acontecer mas continuava a ignorar o que me esperava, eu rio, rio-me porque bem vista a situação muito pouco eu posso fazer para mudar. Destas situações de opções e escolhas que nós temos que enfrentar diáriamente é onde reside toda a ,mais ou menos, maravilhosa magia da vida. Aqui há uns tempos li uma citação de um autor norte-americano, penso que seria algo com isto: "Se eu hoje me perguntarem se eu me arrependo de alguma coisa, eu respondo que não. Para ser sincero gostaria de ter feito os mesmos erros, mas mais cedo".
Eu compreendo, com os erros tiram-se lições, com as lições aprende-se sempre alguma coisa, conclusão bastante óbvia: não se iriam repetir esses mesmos erros.
Há sempre algo que nos impele a seguir em frente, seja uma música, um livro, uma frase dita por alguém ou até mesmo a nossa força de vontade, o que na maioria dos casos parece ser inexistente. Seguimos exemplos na vida, quem o disser que não mente, porque temos sempre alguém para quem olhamos e admiramos, gostavamos de ser como eles e muitas das vezes tentamos ficar no lugar deles em determinada situação. É instintivo e natural do ser humano pensar desta maneira, eu próprio o faço, porque nenhum de nós é um deus que decide os acontecimentos sem terem repercussões. E por entre antros de filosofia ocultados e omissos da vida de tantos, vagueamos por este mundo, todos sem grandes objectivos, apenas na esperança de viver o próximo dia. No fundo de todos nós, alimentamos um ego e para que seja bem explicito, convém que este esteja ligeiramente inflamado, mesmo que sejam uns grunhos, porque na minha mais modesta opinião não existe nada pior do que alguém sem confiança.
Hoje estou numa de citações: "Aquele que habita sozinho, sem contacto humano ou é um génio ou um louco". Como parece bastante óbvio que nos dias que correm não existem génios, arrisco que existam uns quantos loucos por aí espalhados, que pensam serem muito grandes a mérito próprio. Felizmente, ao longo da minha vida consegui cruzar-me pelo caminho com pessoas em que posso confiar, umas nem tanto são apenas emplastros que nem grunhem nem mugem, mas existem outra que mantêm razoávelmente são esta pessoa que aqui vos escreve. Mas, hoje em dia as pessoas são de díficil confiança, consideramo-nos todos os maiores do mundo, e obviamente que assim não o é. Talvez se todos fossemos aparentemente cívicos esta pequena esfera tivesse uma órbita mais estável do que hoje em dia tem.
Ouço uma das melhores músicas de sempre, "Wish you were here", é das minhas preferidas e estará sempre ligada a uma pessoa que me apareceu na estrada da vida logo que nasci. Contudo, agora adequa-se a uma situação diferente, queria encontrar um tema para um texto e não encontrei, queria encontrar uma resposta da vida e encontrei-a. Pelo menos por enquanto, parece-me acertada.
Eu ando nesta vida a fazer não sei muito bem o quê, quero as coisas, passado pouco tempo já estou farto delas e talvez a única coisa que me consegue prender com interesse, são os livros e meia dúzia de pessoas. Sim, eu não desprezo todas as pessoas que conheço, até sou um individuo simpático quando quero. Existem acontecimentos engraçados na nossa vida, uns que até são acasos dos destino, outros fazemos o que pensavamos estar correcta e o resultado final é algo completamente diferente. Quando acontece algo que eu não estava á espera, ou se calhar, até sabia que ia acontecer mas continuava a ignorar o que me esperava, eu rio, rio-me porque bem vista a situação muito pouco eu posso fazer para mudar. Destas situações de opções e escolhas que nós temos que enfrentar diáriamente é onde reside toda a ,mais ou menos, maravilhosa magia da vida. Aqui há uns tempos li uma citação de um autor norte-americano, penso que seria algo com isto: "Se eu hoje me perguntarem se eu me arrependo de alguma coisa, eu respondo que não. Para ser sincero gostaria de ter feito os mesmos erros, mas mais cedo".
Eu compreendo, com os erros tiram-se lições, com as lições aprende-se sempre alguma coisa, conclusão bastante óbvia: não se iriam repetir esses mesmos erros.
Há sempre algo que nos impele a seguir em frente, seja uma música, um livro, uma frase dita por alguém ou até mesmo a nossa força de vontade, o que na maioria dos casos parece ser inexistente. Seguimos exemplos na vida, quem o disser que não mente, porque temos sempre alguém para quem olhamos e admiramos, gostavamos de ser como eles e muitas das vezes tentamos ficar no lugar deles em determinada situação. É instintivo e natural do ser humano pensar desta maneira, eu próprio o faço, porque nenhum de nós é um deus que decide os acontecimentos sem terem repercussões. E por entre antros de filosofia ocultados e omissos da vida de tantos, vagueamos por este mundo, todos sem grandes objectivos, apenas na esperança de viver o próximo dia. No fundo de todos nós, alimentamos um ego e para que seja bem explicito, convém que este esteja ligeiramente inflamado, mesmo que sejam uns grunhos, porque na minha mais modesta opinião não existe nada pior do que alguém sem confiança.
Hoje estou numa de citações: "Aquele que habita sozinho, sem contacto humano ou é um génio ou um louco". Como parece bastante óbvio que nos dias que correm não existem génios, arrisco que existam uns quantos loucos por aí espalhados, que pensam serem muito grandes a mérito próprio. Felizmente, ao longo da minha vida consegui cruzar-me pelo caminho com pessoas em que posso confiar, umas nem tanto são apenas emplastros que nem grunhem nem mugem, mas existem outra que mantêm razoávelmente são esta pessoa que aqui vos escreve. Mas, hoje em dia as pessoas são de díficil confiança, consideramo-nos todos os maiores do mundo, e obviamente que assim não o é. Talvez se todos fossemos aparentemente cívicos esta pequena esfera tivesse uma órbita mais estável do que hoje em dia tem.
Ouço uma das melhores músicas de sempre, "Wish you were here", é das minhas preferidas e estará sempre ligada a uma pessoa que me apareceu na estrada da vida logo que nasci. Contudo, agora adequa-se a uma situação diferente, queria encontrar um tema para um texto e não encontrei, queria encontrar uma resposta da vida e encontrei-a. Pelo menos por enquanto, parece-me acertada.
Come back

Que saudades inimagináveis que eu tinha deste vídeo e desta música. Sabe bem ouvir outra vez e ser feliz por momentos.
Sunday, January 07, 2007
Esta é a justiça
Em Maio de 2003 os Estados Unidos conduziram a operação, Iraque Livre, passadas poucas semanas já a estátua do ex-ditador Saddam Hussein caí por terra. O povo iraquiano, xiitas e sunitas juntos gritavam e festejavam os primeiros momentos de liberdade desde 1979. A invasão iraquiana teve o condescimento da ONU, as tropas governamentais não ofereceram qualquer resistência, a maior parte da familia Hussein fugiu para a Jordânia, contudo Saddam continuou a monte. Em Agosto do mesmo ano já se via sinais de rebelião por parte da comunidade xiita, liderada por Moqtada Al-Sadr. Entretanto, sunitas refugiavam-se nas suas casas visto que o seu lider nõa dava sinais de vida, começaram a ser persiguidos por xiitas e pelo governo norte-americano. Viveram-se tempos de anarquia no Iraque, homens e carros bombas são algo habitual no quotidiano iraquiano, as cidade de Bassorá, Bagdade e a região curda são locais de grande actividade terrorista. Nurik- Al- Malik assume a presidência iraquiana, apoiado pelos movimentos xiitas iraquiano, não é mais do quem um fantoche nas mãos de Al-Sadr. Morrem civis, soldados estrangeiros, guarda cívil iraquiana, que no fundo são todos inocentes da loucura de uns quantos homens.
George W. Bush entretanto é re-eleito presidente americano, resultados duvidosos, mas ninguém contesta. As armas de destruição massiça nunca foram encontradas, o mundo e os americanos começam a perceber que afinal não foi mais do que uma estratégia para existirem receitas para as petroliferas americanas. Cerca de 200 inocentes morrem por semana, existem manifestações em tudo o mundo e G.W. Bush recusa a retirada de tropas de território iraquiano. Saddam Hussein é encontrado passados dois anos da invasão, o mundo americano não se contenta que em troca de milhares de mortes encontraram um homem claramente debilitado. Para o governo americano é uma vitória. De cada um dos lados, Bush e Moqtada Al-Sadr recrutam tropas e incitam á guerra, para se encontrar o caminho de libertação do mesmo povo. A guerra no Iraque é vista como um fiasco, antes das eleições para a Camâra dos Representantes Bush recusa a visão de uma derrota em solo arábico. Os Republicanos perdem pela primeira vez em 15 anos para os Democratas no Senado, Bush pondera uma nova medida para a situação no Iraque, nomeia novo secretário de estado para a defesa, após a demissão do incrédulo Donald Rumsfeld. Saddam é condenado á pena de morte, julgado num circo montado pela CIA e governo americano, apenas julgado por um dos seus inumeros crimes. É conhecido a nova estratégia para o Iraque, mais 40.000 soldados irão ser enviados para território iraquiano, juntado-se aos seus 3000 colegas já mortos, tudo pelo lunatismo de um homem.
Saddam Hussein, como era conhecido, foi morto num cenário lembrando alguma celebração muito macabra em Bagdad, data a semana passada. Este é um claro exemplo de como a estratégia para a guerra no Iraque não está a ser conduzida como supostamente é. A invasão no Iraque foi uma das maiores atrocidades cometidas neste inicio de século XXI, em menos de 4 anos contam-se 3000 mortos do lado americano, civis iraquianos são cerca de 600.000. Contudo, o governo americano e boa parte do mundo vê a morte de Saddam como sendo a justiça a trabalhar. Qual será a justiça em terem morrido mais de meio milhão de pessoas? Pergunto-me agora, porque não foi Saddam julgado por um tribunal universal? Oponho-me com todas as minhas capacidades á pena de morte. Saddam durante o seu tempo no poder mandou assassinar 300 curdos e xiitas por ano, em média. Agora no Iraque por semana morrem 200 pessoas, recuso-me a pensar quantas serão ao final de um ano. É esta a justiça a que o mundo está sujeito, é esta a justiça imposta pela Organização das Nações Unidas? A morte de Saddam não mudou nada, irá piorar e mais irão morrer inocentemente, apesar de ditador, tirano e todos os cognomes que lhe possam dar porque mataram aquele homem? Na minha justiça não será mais tirano e lunático o homem forte da casa branca, George W. Bush, o número de mortos falam por si.
Nunca poderei ficar satisfeito por alguém ter morrido, não existe diferença entre os mortos iraquianos e americanos, são todos ser humanos que mereciam viver mais uns anos de vida. Uns mereciam voltar á sua terra natal, ver os filhos crescer, acompanhar a vida da sua familia, educar os filhos e finalmente reformar-se e viver feliz até ao final da sua vida. Mas afinal não, regressaram ao seu país, fechados em quatro tábuas de madeira, uma bandeira americana em cima do caixão, a viuva chora a morte, tem direito a salvas de canhão e enquanto as correntes descem o caixão num cemitério comum de soldados ouve-se o som de Star and Stripes. Para o governo americano foi feita justiça, um esforço em prol da "liberdade". Marcou a vida da víuva, um orfão irá aos fim de semanas ao cemitério visitar o pai, que morreu como um bravo, a lutar.
Tudo isto são tretas sem fundamento, para mim nunca mortes podem ser sinónimos de liberdade, justiça, igualdade e fraternidade. As últimas palavras do monstro foram "Não é assim que o povo iraquiano se deveria unir", foi interrompido pelo capataz que gritou: "- Cala-te ditador, viva Moqtada Al-Sadr", lider xiita e forte opositor á politica de Hussein, por fim disse: Maomé..., e o chão fugiu-lhe, mergulhou para um infindável mundo negro. Gritaram-se vivas, dançaram a volta do corpo, cuspiram e espizinharam o corpo, esta meus amigos é a justiça. A ONU nada fez, o tribunal era contralado pelos americanos, mas estes libertaram-se de qualquer ligamento que poderiam ter com a pena de morte. Nenhuma morte se justifica, ao contrário de muitos não durmo melhor por saber que alguém morreu, não me sinto mais feliz, nem seguro. Esta é a triste realidade. Eu não defendo nenhuma das partes, o homem era um tirano e um monstro, mas se me dessem a escolher entre meio milhão de pessoas vivas ou mortas, eu sem pensar sei que preferia que ainda respirassem, talvez dormisse mais descançado. Hoje explodíu um carro armadilhado em Bagdad, morreram 23 pessoas e agora pergunto-vos, que estupidez é esta, felizes por o número de mortes crescer a cada dia?
Tuesday, January 02, 2007
Realidade
" A realidade é dolorosa e imperfeita, é essa a sua natureza e por isso a distinguimos dos sonhos. Qaundo algo nos parece muito belo pensamos que só pode ser um sonho e então beliscamo-nos para termos a certeza de que não estamos a sonhar. A realidade fere, mesmo quando, por instantes, nos parece um sonho. Nos livros está tudo o que existe , muitas vezes em cores mais autênticas, e sem a dor veridica de tudo o que realmente existe. Entre a vida e os livros, meu filho, escolhe os livros."
Extracto de : "O vendedor de Passados" de José Eduardo Agualusa
Extracto de : "O vendedor de Passados" de José Eduardo Agualusa
Sobreviver numa selva de betão
Somewhere between happy, a total fucking wreck
Feet sometimes on solid ground, sometimes at the edge
Spend your waking moments, simply counting time
Give up on your hopes and dreams
Life for you, has been less than kind
So take a number, stand in line
We've all been sorry, we've all been hurt
But how we survive, is what makes us who we are
An obvious disinterest, we barely managed smile
I'll take my little Greenland, a status quo exile
I shoot my obligations, I miss all those headlines
I started quitting early, you're fucking up my life
All smiles and sunshine, a perfect world on a perfect day
Everything always works out, I have never felt so fucking great
Life isn't like this
Feet sometimes on solid ground, sometimes at the edge
Spend your waking moments, simply counting time
Give up on your hopes and dreams
Life for you, has been less than kind
So take a number, stand in line
We've all been sorry, we've all been hurt
But how we survive, is what makes us who we are
An obvious disinterest, we barely managed smile
I'll take my little Greenland, a status quo exile
I shoot my obligations, I miss all those headlines
I started quitting early, you're fucking up my life
All smiles and sunshine, a perfect world on a perfect day
Everything always works out, I have never felt so fucking great
Life isn't like this
Are we fudging on an answer, fucking up my obligations
It's what makes us who we are
Who we are
It's what makes us who we are
Who we are
Letra: Tim MacIlrath ( com modificações )
Saturday, December 30, 2006
Último do ano
" Se os factos não se encaixam na teoria, muda os factos" - Albert Einstein
Último texto do ano, deve ser o quinquagésimo e muitos deste blog. 5 meses de actividade, meses em que não me cansei de escrever e que pensei sempre qual seria um bom tema para transpor para texto. Os textos aqui públicados são cinquenta e tais, agora aqueles escritos e que foram apagados são centenas, aqueles que escrevi e já perdi paredeiro deles são verdadeiramente incontáveis. Este foi um ano de escrita, escrevi que me fartei, sempre á procura do caminho que me levasse ao próximo degrau da escrita, de modo a ir melhorando. Durante boa parte pensei que estava no meu pico da escrita, pensava que escrevia com uma qualidade do caraças. Ontem li uma data de textos, aqueles presos no caderno de capa preta, - que já aqui falei -, contudo, agora olho para aqueles textos e consigo ver que eram fracos, fluia-me bem e talvez de mais fácil leitura do que agora, mas os textos não tinham grande estrutura. Era na época das férias, dei por mim a ler Lobo Antunes, e penso que todos nós sabemos quando somos influênciados por um génio e nós não o somos. Vai dar a uns textos sem grande sentido, digamos.
Agora estamos a dois dias de um novo ano, ano novo uma treta! Afinal não é apenas o passar de mais um dia? Pois, bem me parecia que sim. Mas, claro que desde que se faça uma festa, seja feriado mundial, por mim tudo bem. Compra-se mais meia dúzia de bolos, os irmãos que estavam na Suíça aproveitam e passam cá mais uns dias e matam saudades da familia. Os foguetes rebetam quando finalmente o contador mostar o número 0 e todos nós fazemos uma grande festa, porque um ano acabou e outr está prestes a começar. Diz-se que é vida nova, tudo porque passou mais um dia, ou melhor, passaram-se 365 dias. Normalmente a vida muda, não porque se passaram tantos dias, mas muda porque nós algo fizemos para ela mudar. É inevitável a vida ter que mudar, se não mudar é porque somos ermitas e vivemos no nosso mundo em que estamos sozinhos e livres de qualquer contacto humano. Como eu parto do principio que qualquer pessoa que leia isto seja despromovida de qualquer atrofio cerebral, exclúo essa possibilidade.
Então torna-se lógico que a vida vai ter que mudar, a cada dia que passa a vida muda. Damos demasiada importância á mudança de ano, á mudança de vida, sempre na procura inglória de um novo ano cheio de surpresas e felicidades, mas óbvio que não pode assim ser. Não faço previsões para o novo ano, não faço planos e também não serei eu a fazer retroespéctivas do ano que agora acaba. Foi o ano de 2006, nunca mais haverá outro igual, parece-me sensato de dizer.
Último texto do ano, deve ser o quinquagésimo e muitos deste blog. 5 meses de actividade, meses em que não me cansei de escrever e que pensei sempre qual seria um bom tema para transpor para texto. Os textos aqui públicados são cinquenta e tais, agora aqueles escritos e que foram apagados são centenas, aqueles que escrevi e já perdi paredeiro deles são verdadeiramente incontáveis. Este foi um ano de escrita, escrevi que me fartei, sempre á procura do caminho que me levasse ao próximo degrau da escrita, de modo a ir melhorando. Durante boa parte pensei que estava no meu pico da escrita, pensava que escrevia com uma qualidade do caraças. Ontem li uma data de textos, aqueles presos no caderno de capa preta, - que já aqui falei -, contudo, agora olho para aqueles textos e consigo ver que eram fracos, fluia-me bem e talvez de mais fácil leitura do que agora, mas os textos não tinham grande estrutura. Era na época das férias, dei por mim a ler Lobo Antunes, e penso que todos nós sabemos quando somos influênciados por um génio e nós não o somos. Vai dar a uns textos sem grande sentido, digamos.
Agora estamos a dois dias de um novo ano, ano novo uma treta! Afinal não é apenas o passar de mais um dia? Pois, bem me parecia que sim. Mas, claro que desde que se faça uma festa, seja feriado mundial, por mim tudo bem. Compra-se mais meia dúzia de bolos, os irmãos que estavam na Suíça aproveitam e passam cá mais uns dias e matam saudades da familia. Os foguetes rebetam quando finalmente o contador mostar o número 0 e todos nós fazemos uma grande festa, porque um ano acabou e outr está prestes a começar. Diz-se que é vida nova, tudo porque passou mais um dia, ou melhor, passaram-se 365 dias. Normalmente a vida muda, não porque se passaram tantos dias, mas muda porque nós algo fizemos para ela mudar. É inevitável a vida ter que mudar, se não mudar é porque somos ermitas e vivemos no nosso mundo em que estamos sozinhos e livres de qualquer contacto humano. Como eu parto do principio que qualquer pessoa que leia isto seja despromovida de qualquer atrofio cerebral, exclúo essa possibilidade.
Então torna-se lógico que a vida vai ter que mudar, a cada dia que passa a vida muda. Damos demasiada importância á mudança de ano, á mudança de vida, sempre na procura inglória de um novo ano cheio de surpresas e felicidades, mas óbvio que não pode assim ser. Não faço previsões para o novo ano, não faço planos e também não serei eu a fazer retroespéctivas do ano que agora acaba. Foi o ano de 2006, nunca mais haverá outro igual, parece-me sensato de dizer.
Subscribe to:
Posts (Atom)
