Thursday, October 02, 2008
Monday, September 22, 2008
Freedom poem
In search of an answer that gives us what we´re looking for
Nothing more than the denial of unknown thruts
The dust in the air, that dances between you and me
When the sunlight reaches our eyes, we transcend ourselves
With the flag raised high, with the masks covering our faces
We march, we march for the ultimate freedom
We think in everyone, in every place that we had been
And those memories are the ones which make ourselves to walk
The breeze, can you smell it? Can you smell the breeze?
The sweet and tender breeze of gasoline in the mourning
Flaming souls crossing the sky only mean that we are in war
In war, with ourselves
You, my brother my sister, you can´t walk with the fear
Don´t worry, give me your hand and together we are gona live the rest of our lives
In total freedom, in total war, in total happiness
´Cause we only gonna be free when all of us are free, are happy.
That´s way my brother, my sister, we are in war... a war with ourselves.
Nothing more than the denial of unknown thruts
The dust in the air, that dances between you and me
When the sunlight reaches our eyes, we transcend ourselves
With the flag raised high, with the masks covering our faces
We march, we march for the ultimate freedom
We think in everyone, in every place that we had been
And those memories are the ones which make ourselves to walk
The breeze, can you smell it? Can you smell the breeze?
The sweet and tender breeze of gasoline in the mourning
Flaming souls crossing the sky only mean that we are in war
In war, with ourselves
You, my brother my sister, you can´t walk with the fear
Don´t worry, give me your hand and together we are gona live the rest of our lives
In total freedom, in total war, in total happiness
´Cause we only gonna be free when all of us are free, are happy.
That´s way my brother, my sister, we are in war... a war with ourselves.
Monday, September 08, 2008
Tempos mortos
Horas, horas infinitas peridas entre 4 paredes na esperança vã de que alguma alma atenda ao nosso chamento que ecoa no vazio. Os dias a passar, correm, voam e são dificeis de alcançar, é impossivel alcançar.lhes a passada, demasiado rápidos, demasiado frenéticos. Essas horas divididas em minutos, subdivididas em segundos que nos dão vida e que ao mesmo tempo nos matam com crueldade. Onde estamos? sozinhos no escuro, isolados do resto do mundo, trancados e sem vontade de nos libertarmos. Como me podes pedir para falar sobre livros, livros esses que nunca li, porque enclausurado em grades a única verdadeira vontade que tenho é rasgar esses livros que falam sobre maravilhosos mundos novos que nunca vi. Não me tires daqui, porque se o fizeres então terei que viver, e quando morrer alguem se lembrará do que fiz? e do que não fiz? É este medo, o receio natural da vida que tenho, porque desde que nasci os olhos se colaram mágicamente a ecrãs, ecrãs esses que me mostram o mundo, esse mesmo mundo podre, morto e cadavérico, mas que mesmo assim todos idolatram. É este tempo, o tempo que mato que me faz viver em sonhos, que me escapam como areia por entre as mãos, segura-me tu a minha mão imaginário, segura também a minha mão, porque já nem sei se essa também será verdadeiramente real.
Nunca vivi, mas sei que estou no limite, as vertigens e o suor frio que me escorre pelo cabelo, porque estou na iminência de viver, de me libertar dos grilhetes da escravatura. Todos os dias, todas as horas, eu gritei, gritei do mais profundo que me foi possivel, agora cubro os ouvidos com as mãos e abstenho-me do real. Aqui cheguei á procura de respostas e agora estou prestes a sair, sem saber mais do que quando aqui cheguei, continuo de maos vazias. Como será o som de um disparo para o ar?, e de um disparo sobre vidro? E agora que esse disparo, que disparas-te vezes sem conta, está a voltar? Onde te vais esconder, onde te vais refugiar, será nessas quatro paredes despidas? Escondemo-nos do que ri e do que não sabe o que isso é, no armário das nossas vidas, mas mesmo assim a porta não fecha, ainda ves o brilho da lampada. E agora, atrevemo-nos a aceitar aquilo que eles nos dão?, aceitamos caminhar em direcção á luz e viver?
Nunca vivi, mas sei que estou no limite, as vertigens e o suor frio que me escorre pelo cabelo, porque estou na iminência de viver, de me libertar dos grilhetes da escravatura. Todos os dias, todas as horas, eu gritei, gritei do mais profundo que me foi possivel, agora cubro os ouvidos com as mãos e abstenho-me do real. Aqui cheguei á procura de respostas e agora estou prestes a sair, sem saber mais do que quando aqui cheguei, continuo de maos vazias. Como será o som de um disparo para o ar?, e de um disparo sobre vidro? E agora que esse disparo, que disparas-te vezes sem conta, está a voltar? Onde te vais esconder, onde te vais refugiar, será nessas quatro paredes despidas? Escondemo-nos do que ri e do que não sabe o que isso é, no armário das nossas vidas, mas mesmo assim a porta não fecha, ainda ves o brilho da lampada. E agora, atrevemo-nos a aceitar aquilo que eles nos dão?, aceitamos caminhar em direcção á luz e viver?
Wednesday, September 03, 2008
Libertatia
"Contigo companheir@,
contigo até ao final.
Armar-nos-emos de desejos,
desejos de liberdade.
As nossas mentes já fazem pontaria,
os nossos corações disparam.
Mais que palavras,
são paixões e são esperanças.
Que nestes instantes
estas letras amigas te abracem.
Que o teu sorriso se una ao meu
para se converter em gargalhada.
E que essas gargalhadas indomáveis
sejam as que voem para longe...
e que longe cheguem, para explodirem
sobre aqueles que quebraram os nossos olhares.
Olhares quebrados por grades.
Mas olhares LIVRES,
com brilho subversivo,
com ideias firmes."
Carolina Forné Roig,
anarquista presa pelo estado espanhol desde 2003
anarquista presa pelo estado espanhol desde 2003
Sunday, August 31, 2008
17/04/08
A sério, que devem de estar a brincar comigo. O mundo está de pernas para o ar, são 11:14, está um vendaval lá fora. As luzes cor-de-laranja dançam ao ritmo rápido do vento, as árvores lutam para se agarrarem ao chão, as persianas estouram contra o vidro tal é a força da chuva e do vento. Estamos em Abril e acabo de vir macadamizado por um teste de Cesário Verde, o homem que escrevia prosas em poemas, era tudo uma guerra entre campos vs cidade para esse senhor, hoje parece que Verde foi esmagado pelo betão. Gostava de parar o tempo, pensar um bocado, não para reparar os erros mas para aprender mais com estes. É estranho acima de tudo, as relações humanas, isso e o tempo, regem-se por uma linha simples e linear, dividem-se numa série de "efeitos de causalidade" e espaços temporais infinitos que se prolongam para além do que a minha imaginação permite.
Friday, August 29, 2008
Thursday, August 21, 2008
Cheio de...
Em todo o lado menos aqui. Tudo o que deixei para trás, tudo o que ficou por fazer. A nostalgia que se emancipa do meu ser, as paredes despidas e todo o espaço despromovido de objectos. Este quarto vazio, sem nada. Para lá da porta, memórias empacatodas em caixas de cartão. Dentro, acendo o cigarro, uma nuvem de fumo percorre o ar, desaparece tal como a minha vida se esvaneceu nestes 5 anos. Encosto-me à parede, ponho o cigarro outra vez na boca e fecho os olhos. Se me concedessem um desejo, então gostaria que a vida tivesse banda sonora, tenho a certeza que a esta hora Springfield estaria a tocar a sua guitarra, em acordes toscos e desafinados de "For What´s is worth". Isto porque porque nada valeu a pena, um canudo na mão, esperanças que caíram mal aqui entrei. É a verdade, todos os anos, todos os dias da tua vida te vão fazer promessas de sonhos irrealizaveis, o problema não é estes serem irrealizáveis, é fazerem-te promessas. A verdade não precisa de promessas, a verdade é apenas isso, a verdade, não necessita de suportes para que se possa tornar realidade. Quando te prometem algo, não contes com muito, é inerente á psicologia humana. Tal como quando te sentes desconfortável cruzas os braços á frente do peito, ou quando mentes os teus olhos não pestanejam, pelo motivo de teres medo que a verdade seja descoberta. Nestes 5 anos nunca pedi nada mais senão a verdade, não me dês amor, nem me enchas com o teu ódio, não quero a tua amizade, nem o teu sexo, dá-me a verdade. Em 5 anos foi o que pedi, a verdade, nunca me deram.
Deito o cigarro ao chão, apago-o com a sola das sapatilhas demasiado usadas, pego numa garrafa de cerveja prostrada no chão. Olho para ela e de seguida para a parede. Segundos depois os estilhaços do vidro percorreram o quarto, a parede continua intacta e eu com a respiração ofegante, com a frustração nos meus olhos, giro sobre o eixo imaginário do meu corpo, percorro com os olhos todas as paredes. Tudo vazio, tal como me deixaram. Cuspo no chão, fecho a porta atrás de mim, deixo a caixa de cartão abandonada, - talvez a merda dos diplomas e das menções honrosas dê mais jeito a outra pessoa do que me deu a mim. Desço as escadas. Reparo que ao entrar no hall vários conhecidos, com as suas familias, me cumprimentam com pequenos acenos com a cabeça. Olho. Sorrio. E retribuo o pequeno cumprimento. Atiro as chaves para cima da secretaria. Saío pelas portas principais do dormitório, coloco os óculos de sol, percorro o campus, abro o carro, ligo o motor e... e finalmente estou na estrada. Sem destino, não sei se morro ou se vivo, mas a verdade não me foi dada e por isso, nada disto vale a pena. Liberdade, á distância da verdade. Talvez fosse assim que estava destinado a ser, a verdade não foi dita, porque sem ela a liberdade seria inalcançável!
Deito o cigarro ao chão, apago-o com a sola das sapatilhas demasiado usadas, pego numa garrafa de cerveja prostrada no chão. Olho para ela e de seguida para a parede. Segundos depois os estilhaços do vidro percorreram o quarto, a parede continua intacta e eu com a respiração ofegante, com a frustração nos meus olhos, giro sobre o eixo imaginário do meu corpo, percorro com os olhos todas as paredes. Tudo vazio, tal como me deixaram. Cuspo no chão, fecho a porta atrás de mim, deixo a caixa de cartão abandonada, - talvez a merda dos diplomas e das menções honrosas dê mais jeito a outra pessoa do que me deu a mim. Desço as escadas. Reparo que ao entrar no hall vários conhecidos, com as suas familias, me cumprimentam com pequenos acenos com a cabeça. Olho. Sorrio. E retribuo o pequeno cumprimento. Atiro as chaves para cima da secretaria. Saío pelas portas principais do dormitório, coloco os óculos de sol, percorro o campus, abro o carro, ligo o motor e... e finalmente estou na estrada. Sem destino, não sei se morro ou se vivo, mas a verdade não me foi dada e por isso, nada disto vale a pena. Liberdade, á distância da verdade. Talvez fosse assim que estava destinado a ser, a verdade não foi dita, porque sem ela a liberdade seria inalcançável!
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