Saturday, November 10, 2007

Um texto sem educação escolar

( Estou de volta )

Sinceramente existem certos actos que considero serem portadores de uma estupidez exercebada. Eu também tenho os meus actos menos inteligentes ocasionalmente, mas não falo do tipico acto estúpido que vemos todos os dias. Se bem que a barbaridade de um acto varia muito, o que podemos nós considerar um atentado á decencia humana, mais alguém há-de considerar perfeitamente normal. Por exemplo, o facto de os meus textos aqui escritos serem extremamente carentes em acentos e em incoenrência semântica é um verdadeiro atentado á natureza humana para a minha professora de Português. Mas, este facto é fácilmente explicável: simplesmente, não tenho paciência para ter que ir procurar onde andam o raio dos acentos, e diga-se mais acentos, menos acentos vai dar tudo ao mesmo. Isto sim, pode ser considerado estupido para certas pessoas, para mim não o é, porque em primeiro não gosto de acentos e em segundo gosto de usar vírgulas, pontos finais e outros tantos sinais de pontuação como muito bem me apetece e não como alguma pessoa que acaba um curso e só por isso é um verdadeiro dicionário de gramática portuguesa.

Estas aulas de português com a terrivel professora que me enchia as medidas cada vez que abria a enorme bocarra. Quantas horas ao longo do ano a olhar para as gaivotas, que devido a qualquer tempestade escolheram o refúgio de uma cidade bastante desinteressante denominada Ermesinde, aquela janela era a diferença entre a liberdade e a total prisão mental. Horas da minha vida desperdiçadas com falsas retóricas, o Camões isto e aquilo, o Eça isto o Eça não sei quê, não ouvia metade, ria-me das situações que me passavam pela cabeça, ouvia o Zé Tó a levar nas orelhas e ouvia a Maria a receber elogios. Deixei de ter paciência para aquela merda, as páginas do caderno eram riscadas a carvão com dizeres anti-fascistas, propagandas anarquistas, uns quantos fuck you Bush! e outros tantos para o animal que berrava lá na frente. Deus que sempre acreditei que existisse sob a forma de uma broca de perferução, desde o dia, em que interrompeu quase metade da aula com o barulho ensurcedor de estourar cimento, também nunca mais apereceu. Diga-se que é um Deus um pouco aquém das espectativas, para ele foi erguida quase uma duzia de civilizações e ele não faz mais do que partir cimento? Já vi este mesmo senhor de D grande... ( paregem de 5 minutos para ouvir uma musica )

Já não sei o que ia a escrever, continuando de alguma forma: apeticia.me gritar que era uma fascistas disfarçada, aquela professora, com os seus escárnios e retóricas de merda. Adora escritores, detesta ter que admitir que alguém é escritor, só porque ele escreve tão bem como uma criança dentro da placenta da sua mãe. Logo, qualquer aluno é um parvalhão que tem que respeitar as regras todas, acentos e pontos, e se a manda-se á merda? Bem o merecia...

Não se pode fazer isto, cumpre estas regras, olha os estatutos, direitos & deveres, regras e contra-regras, segue as outras ovelhas... ahh, fodasse! Raios partam a escola secundária, que durante três anos nos lava os cerebros, estropiam e atiram-nos dos portões fora a dizer "I love capitalism!!"
É esta merda que me deixa revoltado, todos acham o capitalismo uma merda, mas todos gostam, porque dá-lhes sonhos, que não passam disso mesmo ilusões. Um sistema corrompido de dentro para fora e vice-versa, com uma cambada de parvalhões que gostam de continuar adormecidos com as suas belas Nike e Converse, mais valia nosso senhor os levar. E somos nós dois ou três putos que lemos Bakhunin e Emma Goldman, contudo, o que lemos são contos de florizinhas impossiveis de serem semeadas nas mentes destes idiotas corrumpidos pelas propogandas de vidas felizes: com pedaços de papel assinados por qualquer filho da puta do banco central europeu. Continuem felizes á vossa maneira e eu á minha.

1 comment:

herói anarquista said...

Um texto além de ser bem escrito deveria ser como uma mini-saia, longo o suficiente para falar de tudo o que valha a pena e pequeno para que se mantenha interessante. Espero que tenhas compreendido o conselho.