Monday, August 14, 2006

Um crónica á minha maneira

Já não devo de escrever há uns quantos tempos, houve uma altura em que escrevia todos os dias, precisava daquilo, precisava de escrever todos os dias para melhorar a forma como escrevo. Agora sem perceber muito bem o porquê fiquei sem vontade de ler ou escrever durante uma semana e tal, é bastante compreensivel visto que andava cansado de só fazer e pensar nisto. Afastei durante uns dias, precisava de me afastar disto para criar uma certa saudade que me permitisse mais tarde continuar com os textos de forma natural. Ainda não me asseguro que esta saudade tenha sido correctamente formentada, mas hoje quando acordei lembrei-me que deveria de actualizar isto. Com ou sem saudade escrevo de novo, sem ter a certeza se de facto vai ser um bom texto ou não, mas também para que raio isso interessa?

Eu sei porque me cansei, porque ultimamente os textos que escrevia para serem publicados moiam-me a cabeça, fazia dois e três textos e não gostava de nenhum. Comecei a fazer trabalho disto, o que no fundo até me agrada porque se torna uma forma de me motivar, mas claro que continua a ser cansativo. Continua a ser cansativo como as noticias nos jornais, continua a ser cansativo como quando se acorda, continua a ser cansativo como quando vivemos todos numa rotina. Não gosto de nenhuma das três que escrevi, mas não tenho outra paciência se não atura-las. Escrever tornou-se desta mesma forma cansativo, hoje para fugir a esta rotina que criei vou escrever algo que gosto, sem dar importância a como o texto está escrito ou se está um bom ou mau texto.

Agora que volto a escrever desta maneira ainda me lembro da primeira vez que comecei a escrever por gosto: foi curiosamente num blog, uma coisa fraquinha em que tentava desesperadamente ter alguma piada. Passado pouco tempo fartei-me daquilo, porque não tinha visitas - sendo isso normal em iniciantes nestas paragens, se não tens visitas tens um blog de merda, quando na realidade não quer dizer nada -, mais tarde passado uns quantos meses voltei a criar um blog, desta vez uma coisa apresentavel, escrita séria e tentava sempre escrever de forma correcta sem usar calúnias ou calão. Gostava desse blog, O Código 22, era assim que se chamava, teve uns seis meses de existência até eu me cansar dele. Depois descancei, afastei-me da blogosfera por uns tempos para regressar com este novo projecto. É certo que já não me dá aquele entusiasmo do que me dava o Código, verdade seja dita, mas vou tentar que este tenha um tempo de vida mais longo, não seis meses, mais do que isso!! Pode ser uma coisa mais pausada e não uma corrida desenfreada á procura de novos textos para publicar dia sim, dia não. Um por semana chega perfeitamente, cria o equilibrio necessário.

No entato não foi com os blogs que eu notei o meu talento para isto ( será que tenho algum talento para isto?! ), num certo teste, num certo colégio de freiras, uma professora de português disse-me que eu e outro meu colega escreviamos muito bem e nós todos contentes exibiamos pomposamente os textos ao resto da turma. Não estando certo das palavras dela não a vou parafrasear, mas vou qualquer do género: "As vossas composições estão muito boas, têm muito jeito para isto, um dia ainda vão ser escritores". Agora que escrevi isto tenho a impressão que ela disse aquilo de ser escritor em tom de brincadeira, mas eu era apenas um míudo e fui na conversa, nesses tempos gostava de escrever mas não por gosto, por gosto não - dava demasiado trabalho.

O que é certo é que passado pouco mais de meia década desse episódio, eu agora procura as palavras dessa professora "...ainda vão ser escritores!", ao longo do tempo o puro significado de ser escritor deve-se ter perdido no meio das memórias das férias no Algarve, de jogos de futebol, de outros sonhos, de tanta coisa.... agora que não faço a minima ideia onde posso encontrar essa parte de mim no meio de tanta coisa continuo para aqui a escrever os meus textos, fazendo o mesmo de quando era puto, a sonhar. Neste momento esse significado deve estar escondido, muito escondido mas aos poucos e poucos vem saíndo cá para fora, enquanto outros professores de português dizem - "Não sabes escrever?! Não se utiliza reticências e aspas a meio de um texto, quem foi o estupido que te ensinou a escrever assim?" - este sonho meio adormecido, meio acordado começa a vir ao de cima. Muito devagar é certo, mas começa a tornar-se um bocadinho de realidade.

Enquanto este sonho não acorda definitivamente, eu acabei de escrever das crónicas mais egocêntricas que poderia escrever, visto que sou eu do principio ao fim. Sim isto foi mesmo isso, uma crónica egocêntrica, sempre eu da primeira á ultima linha e um texto escrito da forma que eu quis. Mas também que se dane, este texto bom ou mau fica aqui, para todos presenciarem o quão egocentrico consigo ser....

3 comments:

Ana Luisa said...

olá !!! gosto muito deste texto ,não so por estar bem escrito,mas por escreveres o que sentes e o que te vai na alma... Espero que continues assim...e com bons texos ,claro! bjinhos

impek said...

Ola!
gostei do teu texto, e deixa me dizer-te que mal de nós quando deixarmos de sonhar, o sonho é um estimulo para a vida.. por isso segue os teus sonhos e continua a partilha-los com os outros, através da tua escrita como só tu sabes fazer!
Bjinho! que sejas muito feliz

di (: said...

uahh cnsguiste admitir qe o teu sonho nasceu no santa joana?! :O
acho muito bem qe tenhas sonhos e acredita neles ate os alcançares sim?
bjinhoo *
ps. qnto é qe pagas te a freira para ela dizer aqilo? -_-'