Thursday, October 05, 2006

Sistemas Trocados: II Parte

( Continuação )....

Apesar de existir uma barreira entre os letrados e os não-leitores, sendo os segundos mais vulgares, ainda existe um outro grupo que sinceramente os consideros como os mais irritantes. Nunca gostei da palavra "pseudo", pelo menos desde que a conheço, penso que uma pessoa ou é ou não é, não podendo aparentar o que não é. O restricto grupo do crachá colado á camisola de moda são intrinsecamente os "pseudo-culturais", - alta probabilidade de serem lambe botas de primeira -. Estes são estilo super-homens dos tempos contemporâneos, estes senhores não dizem palavras sujas, vestem o que esta em voga, dizem para os restantes pupilos se calarem quando se querem concentrar na sala de aula, gosta de de música verdadeiramente boa ( normalmente entre o "punk" e o "rock", como é caso de a grande cantora do punk mundial A. Lavigne ), estes tipos por norma também não gostam muito de socializar e tratam todas as criaturas á sua volta como uns "estupidos ignorantes".

Sempre que estou a assistir a tal espécie de arrogância parto-me todo por dentro a rir. Não censuro aqueles que tentam cuspir na perfeição, porque a perfeição não existe, não existindo assim tal perfeição nada os impede de cuspirem para o ar. São irritantes como um mosquito em noites muito quentes de verão e tão sábios como um jumento. Estes ao contrário dos "grandes senhores" não me passam ao lado, sempre gostei de provocar uma pequena discussão e existirá algo mais fácil do que irritir estes senhores, re-escrevo: super-homens dos tempos modernos que apenas um, "-Isso está mal, és mesmo um otário!".

Depois das ditas palavras tão fortes, estes seres criam um monstro em torno do "não sabes" e do "otário", porque alguém virtualmente perfeito nunca se engana. Há de tudo e tudo pode ser encontrado, desde super-homens, a cansados trabalhadores, passando pelos eruditos e dando um saltinho aos cabeças ocas. Gosto de todos á sua maneira, uns querem ser perfeitos e será que não o são, outro não querem saber porque não podem, outros nem se interessam por tal coisa. Não catalogo pessoas, cada uma sabe se estou certo ou errado, sei é que o melhor caminho, se tal caminho existe, é moldando com a nossa personalidade o nosso passeio pelo vida, mas sem o saber, sem a reflexão e a escrita não se consegue construir uma estrada sem enormes buracos.
Como uma qualquer madre Teresa disse: "No fundo todos diferentes, todos iguais". Boas filosofias, estas.

1 comment:

Ana Luisa said...

mais um bom texto!
Obrigado por nos fazeres leres mais um grande texto!
bjinhos