Friday, April 06, 2007

Pensamentos, não são 17, mas há muito que ler ( ou viver )

Faço hoje 17 anos, sim apenas 17 tendo em vista o que um ser humano vive, mas em memórias e recordações bem mais do que poderia ter imaginado. Parece-me que foi há muito tempo que brincava com o meu avô no parque ao fundo da rua, sinto que foi á muitos anos a primeira vez que entrei para o Colégio das freiras e sem dúvida que saí de lá também há muitos anos, os suficientes para amealhar umas quantas memórias, as memórias, que já não muito nitídas encobertas em camadas de nevoeiro. Apesar de ter vivido tanto, ou tão pouco, - dependendo da perspectiva- posso dizer que me lembro de infindáveis momentos, não tenho díficuldade em me relembrar do dia em que vi a minha irmã pela primeira vez, tinha uns 3 anos, mas ainda hoje me lembro, tão pouco tempo e tantas e tantas recordações, que parecem infindáveis e que pela lógica terão que ser apagadas para darem azo a outras.

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Já aprendi muitos ensinamentos em 17 anos, uns saíram mal entraram, outros hoje ainda lá permanecem. Mas, se existiu algo que aprende-se com a vida, foi a ter gosto por escrever e a sorrir, únicamente a sorrir, seja porque motivo for. Ninguém me ensinou, apenas aprendi, e agora é como uma filosofia de vida, rio nas situações mais desconfortáveis, quando estou pior e quando estou melhor. Rio, porque em 17 anos aprendi que ao contrário das lágrimas o sorriso só nos fortalece. Nestes 17 anos tive um episódio particularmente marcante, ainda há bem pouco tempo, 21 de Novembro, pontapeei os sofás, chorei e continha uma raiva desmedida dentro de mim, estava perante aquilo a que nenhum ser humano tem a capacidade de passar imune, á morte. Contudo, quando o mundo está contra nós, quando a esperança do que mais gostamos desapareceu tive que me rir, um sorriso ou algo com um esboço de tal semelhança que confundi. Agora ao escrever o texto tenho que me rir, para evitar as lágrimas.

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Este ano foi diferente, não disse a ninguém que fazia anos, porque seriamente que felicidade posso ter em receber um "Olá, Parabéns!" forçado e arrancado a arames? Nenhum, não digo que só aqueles que se lembram desta data é que eu significo algo para elas, logicamente há excepções, mas na maioria dos casos é verdade. Recebi umas quatro ou cinco felicitações, de quem queria e esperava receber já estão entregues. Em 17 anos não sou pessoa de grandes amigos, tenho poucos e nem todos se podem considerar tal, apenas uns dois ou três.

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Dedico-me hoje, mais do que em qualquer outra época da minha vida, a escrever e a ler, só eu e a minha turma sabemos os sacrilégios que proferi contra a professora de Português por esta me cortar palavras ás frases, "Quem sabe o que a frase quer dizer sou eu, não tem qualquer direito em modificar aquilo que escrevi". Foi isto que disse de Setembro para cá. Afasto-me das tendências, tentei arcar com o que é a sub-cultura do saber. Gosto de fazer as minhas merdices, já se sabe, mas poucas coisas neste mundo me dão mais prazer do que chegar ás últimas páginas de um livro. Ultimamente deu-me para escrever sobre politica, enfim, pouco ou nada sei deste assunto mas gosto de mandar a minha opinião. No fundo eu tenho opinião sobre tudo, se não tenho invento, fui obrigado, quantas e quantas vezes nas aulas de Filosofia eu falava com a minha colega de mesa, bem simpática diga-se, e a prof. gostava de surpreender o melhor aluno da disciplina e espetar-lhe alí um sermão de quais as atitudes a ter e a não ter na vida fora do senso comum. Eu muito estupidamente, desenrascava-me, inventava citações de filósofos, destorcia a realidade a meu próprio prazer e dava voltas e voltas até já estar com a língua seca de tanto falar, ( poucas não eram as vezes que me encontrava em contradição, mas como ninguém notava também não dizia nada ). Ainda hoje o faço, perguntem-me qual a minha opinião sobre a Teoria Metafisica de Kafka que espera-vos umas quantas páginas de um universo criado por mim. Se tenho talento para alguma coisa, é mesmo para isto.

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Tento não me lembrar do que pensava e do que fiz de errado quando fui mais novo, se há lição a tirar da vida é a não repetir os erros do passado, mas também não é menos verdade se disser que se tivesse opurtunidade de mudar os meus erros não o faria, só dessa forma no futuro os evitarei, com os erros ganha-se a mais importante lição da vida.
Agora não peço muito mais, apenas o que peço desde sempre, aquilo que peço de mim para mim, porque se há algo que tenho mais orgulho na minha existência é a minha atitude para com os outros e para com a vida, não é perfeita mas é única, algo em falta no mundo de hoje.

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Isto não são mais que pensamentos, sem sentido de conecção, tão desordenados como eu levo a vida, com os mesmos erros ortográficos como aqueles que preenchem a minha vida, por isso não se admirem de verem algo deslocado do lugar. Desordenamente e ao sabor de marés e ritmos é a minha vida.

Um abraço a todos

1 comment:

Luisa said...

O texto nao podia estar melhor bem feito mesmo tu dizendo que esta desordenado...

Tudo na tua vida e importante e as vezes damo-nos conta de nao sorrir de vez em quando ate sem motivo!

E bom que te lembres de (quase) tudo, ou dos teus erros!

Adoro o texto e nao tenho mais nada a dizer apenas que o texto esta simplesmente lindo! (e falas de mim :P )


beijinho e PArabeenss!!!

Daqui a uma ano ja es um homem ;) :P